Depois de quase dois meses lendo Battle Royale posso dizer que oficialmente terminei a leitura!

A história se passa num Japão distópico, agora chamado de República da Grande Ásia Oriental. Nele, 42 dois alunos do 9º ano de uma escola sorteada devem participar do “Programa” que é, como o próprio livro diz, uma simulação de batalha instituída pelo governo por razões de segurança e para coleta de dados estatísticos. Nesse “Programa” os alunos são forçados a lutar entre si numa determinada ilha usando armas dadas à cada um aleatoriamente até que reste apenas um sobrevivente.

O autor Koushun Takami fez um ótimo trabalho descrevendo cada morte presente no livro (sim, podemos encontrar detalhes do fim de cada aluno) e, apesar de existir um trio principal, somos informados sobre a personalidade e histórias da maioria dos outros 39 estudantes. (Criei um caso de amor e ódio com a personagem Mitsuko Soma.)


É um livro bem violento, com muito sangue e mortes tensas, mas nada que vá deixar você sem conseguir dormir de noite. Tenho que confessar que as minhas partes favoritas eram essas. Sempre que tinha algum capítulo onde estava tudo calmo eu pesava: Ok, pronto! Podem voltar a se matar, por favor?!
A obra é longa, muito longa, mas sua vantagem é a de ser um volume único. Num mundo onde existem mais séries que outra coisa é ótimo poder terminar uma história em apenas um livro.


Sobre a parte física do livro não tenho nada a reclamar. A capa é muito bonita e a escolha das cores faz muito sentido. Ela também é todinha texturizada, o que dá uma agonia nos dedos quando você passa a mão. Ah, e as folhas são levemente amareladas, não cansando demais a vista.

O livro também recebeu duas adaptações para o cinema e também uma versão em mangá. Assim como um spin-off também em mangá chamado Battle Royale – Angels Border (volume único).



Sobre as comparações com Jogos Vorazes acho que a maior semelhança é a de termos crianças se matando por causa de um governo totalmente doente. Battle Royale não aprofunda muito na parte governamental, é apenas o “Programa” e pronto, enquanto os livros de Jogos Vorazes possuem toda uma ideia de revolução por trás. Não sei se Suzanne Collins realmente copiou os elementos da obra de Takami (que é de 1999), mas não dá para negar que existem algumas coincidências.

Só não dei 5 estrelas no Skoob porque me tomou muito tempo e algumas partes foram bem cansativas para mim. Mas é um ótimo e livro e recomendo pra quem estiver com tempo e gostar de um pouco de sangue.

Enquanto lia fiz duas fanarts:



E vocês? Já leram esse livro ou têm alguma indicação de história distópica sanguinolenta? Deixem nos comentários suas indicações!

Até mais!


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6 Comentários

  1. Achei a ideia super parecida com Jogos Vorazes. O livro é lindo, bem grande mesmo haha.

    Beijos,

    http://www.gemeasescritoras.com/

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    1. Sim! Acho que seriam idênticos se o livro Jogos Vorazes focasse apenas nos jogos.
      Beijos!

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  2. Antes de terminar de ler o post já assimilei com Jogos Vorazes hahaha
    Fiquei bem impressionada com o tamanho do livro, deve tomar um tempão pra ler - logo que é tão cheio de detalhes como você falou! O lado positivo é que é 'uma facada só', toda a história em um só volume! \o/

    Gostei bastante da história, com certeza entrou na minha wishlist <3
    beijos!

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    1. Enquanto eu lia sempre pensava "Não é possível que a Suzanne Collins não conheça esse livro". Hahaha!
      Ele tem mais de 650 páginas, então ele realmente pede um tempinho maior do leitor, mas vale muito a pena, principalmente por ser volume único e pela riqueza de detalhes.

      Você não vai se arrepender de ter ele na sua estante!
      Beijos!

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  3. Esqueci de dizer: ameei seus desenhos <33333333333333333333333

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    1. Awn, muito obrigada! Estou voltando a desenhar agora, então é ótimo ler comentários assim. ^u^

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