Oi, gente! Terminei a minha segunda leitura do Desafio Literário, e hoje vou contar para vocês como foi a minha experiência com o livro A Maldição do Vencedor.

A Maldição do Vencedor foi escrito pela autora norte americana Marie Rutkoski e publicado no Brasil em 2016 pela Plataforma 21 (selo jovem da editora V&R). O livro conta a história de Kestrel, uma nobre filha de um general que tem como missão tomar outros reinos e povos em nome do imperador de Valória.

Quando Kestrel era ainda pequena os valorianos guiados por seu pai tomaram Herran (um reino vizinho) e escravizaram toda a sua população. Desde então os herranis são considerados selvagens e sem cultura, apesar de serem amantes das artes e de seus deuses, diferente de Valória, um reino totalmente militar.
Kestrel é uma ótima estrategista, mas seu verdadeiro amor é a música. Ela toca piano divinamente, mas não possui apoio algum.

O problema era a dedicação de Kestrel. Se ela tocasse de vez e quando, como sua mãe, teria passado despercebida. Se os herranis não valorizassem tanto a música antes da guerra, a situação também seria outra. Aos olhos da sociedade valoriana, porém, a música era um prazer a ser recebido, não praticado, e muitos simplesmente não entendiam que praticar e receber poderiam ser a mesma coisa.” (pp. 56-57)

Seu pai, então, acha uma perda de tempo, a proibindo de tocar e praticar. Ele deseja que a filha entre para o exército, mas Kestrel não admite que escolham o seu próprio caminho por ela.

Ela é considerada excêntrica por esse e outros motivos. No seu aniversário de 14 anos Kestrel pediu de presente a libertação de sua ama e com a herança de sua mãe construiu uma casa simples onde a herrani pudesse viver. Além disso, em uma ida acidental ao leilão de escravos, Kestrel compra por um preço exorbitante um escravo, deixando todos perplexos e curiosos.
Esse escravo é Arin, um jovem com belos olhos cinzas. Ele possui uma aura de mistério e segredos e, apesar de termos no início do livro alguns capítulos com seu ponto de vista, apenas mais adiante conseguimos entender e descobrir mais coisas sobre ele.

Como Kestrel, Arin não aceita as coisas passivamente, sendo considerado indomável e imprevisível. E é essa insatisfação que os dois compartilham, juntamente com uma atração proibida que unirá os dois.


“Imagino que nenhum de nós seja quem esperavam que fôssemos. ” (p. 109)

A Maldição do Vencedor é um romance, mas não o achei meloso nem água com açúcar. Ele possui como pano de fundo uma intriga política bem pensada e narrada, o que deixa tudo muito mais emocionante. E, para mim, isso fez com que o romance fosse bem equilibrado.
Devo confessar que as primeiras páginas não me impressionaram muito, e até fiquei sem muito ânimo para continuar. Os personagens não me cativaram de imediato, mas tudo isso foi mudando conforme eu ia avançando no livro. 
Ele foi devorado do meio para o final, me deixando de queixo caído, pois eu o terminei e nem senti o tempo passar. Isso não acontecia há muito tempo, então imaginem minha alegria.

Mas eu não terminei o livro com um sentimento positivo. Digo, não o terminei me sentindo leve e relaxada, mas tensa e com um pouco de raiva. Não foi: “Amei o final, quero ler o próximo”. Foi: "Odiei o final, PRECISO ler o próximo”. Tinha tempo que não me sentia assim, desesperada para ter o próximo livro de uma série.
Apesar da narrativa ser fluida, senti falta de algo e não consegui definir bem o que seria esse algo. Talvez seja a falta de detalhes ou de uma explicação melhor para certos acontecimentos.
Pode ser o objetivo da autora nos deixar sem todas as informações, mas me parece mais uma falha na narrativa que algo intencional.

Mesmo com essa “falha”, os personagens são bem construídos, com profundidade e pensamentos só deles (nada genéricos). O livro traz os pontos de vista de Kestrel e Arin, por isso foi escolhido para o desafio “Livro com mais de um ponto de vista”. Porém foram poucos os capítulos ou passagens de Arin, comparado com os de Kestrel. Uma pena, pois ele foi meu personagem favorito do livro.

Enfim, a leitura foi ótima e me deixou animada para ler outros livros. Gosto quando isso acontece, quando uma história me empolga tanto a ponto de me fazer querer ler outras histórias.
Vamos falar então da edição?

A Plataforma 21 fez um trabalho muito bonito. A capa parece emborrachada e possui verniz localizado no nome da autora e no título do livro (tanto na capa como na lombada). Gosto muito da fotografia que ilustra o livro. O vestido formando quase que uma flor ao redor da modelo, que contrasta com o seu cabelo e as letras brilhantes do título e da autora, combinando belamente.
O livro veio com um marcador em formato de adaga, igual ao que está presente na capa. Tanto no meio do título como na mão da modelo. Não tenho certeza se esse marcador é da própria editora ou se foi produzido pelas meninas do Turista Literário (esse foi o livro da primeira caixinha).
Seu miolo possui páginas amareladas e algumas páginas em preto, contando com um mapa dos reinos que parece ser desenhado com grafite. Os capítulos são curtos em sua maioria e, mesmo assim, possuem descansos durante eles (o que ajuda num capítulo que seja um pouco maior).
A única coisa que me incomodou na edição foi ter encontrado algumas palavras incompletas e um ou outro erro de concordância, mas nada muito dramático.
E por hoje é só!

Me contem se vocês já leram A Maldição do Vencedor e se gostaram. E se não leram ainda, se sentem vontade. Vou amar saber!

Um dia maravilhoso para todos!!!

Tchau, tchau!!!

2 Comentários

  1. Eu fico bem bolada quando o livro só fica bom no final, sabe? Mas também fico super ansiosa para ler o próximo quando termina com aquele final bem bombástico e tal.

    Eu amei o estilo da capa e as fotos ficaram lindas. <3

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    1. Eu também não gosto quando isso acontece, mas esse não é o caso desse livro. Apesar de não ter gostado muito das páginas iniciais, lá para a página 70 eu já estava totalmente envolvida com a história!
      Muito obrigada, Bia! <3

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